A importância de um portfólio e os projetos pessoais
May 19, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Artigos, Mercado de Trabalho
Semana passada, postei aqui sobre uma oportunidade de emprego na área de gamedev. Bom, como a área está crescendo aqui no país (mas não tanto quanto nos países desenvolvidos), muitas empresas podem tentar caçar profissionais para trabalharem nos seus projetos. Mas a questão é: você está preparado tecnicamente para conseguir esta vaga?
Oportunidade de estágio na Overplay (Campinas)
May 12, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Mercado de Trabalho, Notícias
Recebi por e-mail e estou repassando, na íntegra:
Boa tarde,
A Overplay (www.overplay.com.br) é uma empresa de Campinas-SP focada no desenvolvimento de jogos para PCs e consoles, atualmente tendendo clientes no Brasil, Canadá, EUA e Alemanha. Estamos com algumas vagas de estágio em programação.VAGAS DE ESTÁGIO EM PROGRAMAÇÃO DE GAMES:
Perfil:
- Cursar Engenharia/Ciência da Computação ou afins.
- Ter bons conhecimentos de programação e orientação a objetos.
- Conhecimento em Inglês
- Facilidade de trabalhar em equipe
- Desejável conhecimento da ferramenta Adobe Flash e Actionscript 3
- Conhecimentos de Algebra Linear
- Facilidade para aprender novas tecnologias
- Gostar de games
- Disponiblidade para trabalhar em CampinasInteressados enviem curriculum/portfolio para equipe@overplay.com.br com o assunto “VAGA ESTÁGIO PROGRAMAÇÃO”
Só lembrando: aos interessados, entrem em contato direto com eles. Por isso os comentários deste texto estão fechados.
Santa Catarina - Um dos principais locais de gamedev do Brasil
May 11, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Indústria, Mercado de Trabalho
Tava vagueando pelo Google Blog Search e encontrei, por acaso, um link bem interessante, de uma reportagem que fizeram sobre desenvolvimento de jogos em Santa Catarina:
Pelo que dá pra perceber, o estado pode se tornar um dos principais locais da área no país. Lá também está situada a Hoplon (do Taikodom), que considero a maior empresa do país, com mais de 50 funcionários.
Como estudante, desejo boa sorte a todas as empresas que irão iniciar e boa sorte as que já estão no mercado. Quem sabe a gente também consegue algo e consiga entrar na área.
Consultor de gamedev. Existe?
April 20, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Indústria, Mercado de Trabalho
Esses dias andei discutindo com alguns colegas de trabalho sobre consultoria na área de informática, onde o profissional trabalha de forma autônoma, executando serviços curtos e ganhando por hora. Por exemplo: formar um Windows normalmente um profissional cobra cerca de 50 reais pelo serviço, o que pode ser um bico interessante para quem ganha pouco. Fora muitos profissionais que cobram de 50 a 150 reais para fazer uma instalação de um servidor de e-mails em Linux ou uma empresa colocar a hora dos funcionários junto com os valores de uma instalação de uma rede de computadores numa empresa.
Então andei pensando se isso se aplica na área de desenvolvimento de jogos. Como muitos sabem, dá para um profissional autônomo ganhar dinheiro com games, bastando criar um site e ir criando games em Flash para ganhar com publicidade. Mas a questão é a consultoria: um profissional ir numa empresa de desenvolvimento de jogos auxiliar no desenvolvimento.
Develop lista 200 vagas para desenvolvedores de games!
April 18, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Indústria, Mercado de Trabalho
Está procurando por um emprego? Tem inglês fluente? Tem disponibilidade para mudar de país? Manja de alguma área de desenvolvimento de jogos? tem emprego mas quer trabalhar com gamedev? Então você pode tentar uma vaga na indústria! O site Develop está listando mais de 200 (isso mesmo: DUZENTAS!!!) vagas de desenvolvedores de games em diversos locais do mundo.
OK, sabemos que muitos aqui ainda não tem inglês avançado ou experiência na área para concorrer à vaga, mas para quem tem condições de mudar de país, pode até tentar entrar numa dessas empresas.
Muitos salários parecem ser salários muito bons e pelo que andei vendo, a maioria é negociável. Claro que quem tem um portfólio decente consegue ter mais chances. Então pessoal, se quiserem entrar numa empresa, comecem a montar os seus e vão criando seus games/postando artes e mostrando conhecimento. Nunca se sabe quando uma oportunidade bate na sua porta e estar preparado pode ser a chave para entrar na área e conseguir, finalmente, ganhar dinheiro diretamente com games e se divertindo.
Salários da indústria americana dos games (2007)
April 15, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Eventos, Indústria, Mercado de Trabalho
Recentemente saiu a nova edição da Game Developer Magazine. Diferente da Develop, que é free, esta é paga. Então hoje o Gamasutra (o melhor site de gamedev no planeta, na minha opinião) postou uma matéria extensa com dados anuais da indústria americana dos games (veja também os dados de 2006). É claro que não dá para comparar com a indústria nacional, que ainda está crescendo e não tem tanto poder e recursos quanto os americanos, japoneses e europeus (aliás, nunca li nenhuma pesquisa focando o Japão. Alguém conhece alguma?), mas para quem for tentar algo lá fora, dá para ver como é as coisas.
OBS: os valores estão todos em dólares e são valores anuais. Ou seja: a média dos valores de 1 ano de salário das pessoas entrevistadas
Segundo a matéria, um programador ganha em média $73.600, ou seja, cerca de $6.133 por mês. A área de programação é ainda a área que mais paga: $83.383 por ano, ou seja: quase 7 mil dólares/mês.
Artistas e animadores (desenhistas, modeladores…) ganham cerca de $66.594 ($5500/mês). Um fato curioso e importante é que a porcentagem de artistas com 6 (SEIS!) anos de experiência aumentou 40% em comparação com o ano de 2006. Hoje dá para perceber isso nas vagas: quando postei sobre a oportunidade na Blizzard, eles estava pedindo cerca de 5 anos de experiência. Para alguns é muito, mas para uma empresa grande que vai criar games com gráficos quase-impecáveis é razoável.
Game Design: $63.649 ($5300/mês). A área que eu mais me interesso (também me interesso por artes!) também possui um salário elevado. Deveria ser a área que mais paga (depois dos CEOs e produtores, claro), já que numa equipe o game designer é essencial para o bom andamento do projeto, mesmo os programadores terem um peso maior no processo de desenvolvimento do jogo.
Produção: $78,716 ($6559/mês). Mais um fato interessante e que está começando a ser tendência na indústria: o aumento das mulheres e a área mais chamativa. Como as mulheres são melhores do que os homens no quesito comunicação entre pessoas, é mais fácil para elas serem as mediadoras entre a equipe e os chefes das empresas/setor financeiro. O produtor acaba sempre sendo aquele que vai nas reuniões com acionistas, mostra aos chefes o andamento do projeto, pede mais dinheiro, etc. A área também tem uma parcela alta de mulheres: 18% das pessoas entrevistadas.
Testadores e músicos/editores de som: a primeira é a que menos paga: $39.063 (3255/mês), mas quem comanda os testadores ganha $70.658 ($5888/mês) e na parte de som são $73.749 ($6145/mês). Aqui, também uma boa porcentagem (40%) também tem mais de 6 anos de experiência.
Business e Marketing: $101,848 ($8487/mês), sendo que quem tem mais de 6 anos de experiência ganham na média $132,305 ($11025/mês)! Ou seja: seja um executivo para ganhar pra caramba, igual em qualquer área de conhecimento. Só não entendi direito a área de marketing para ganhar tanto. Talvez por eles não serem alocados nos projetos (toda empresa grande tem de ter esse tipo de profissional) e essa média pode ser relacionada aos profissionais principais…alguém sabe mais sobre isso para complementar o post?
A matéria também citou sobre a média anual dos salários dos canadenses (um dos países em ascensão na indústria dos games), com $63.731 (5310/mês) e os europeus com 52.408 (4394) que considero pouco para a Europa, mesmo ela não ter tanta tradição em gamedev quanto os EUA.
Por fim, este post mostrou que lá os profissionais realmente ganham bem. É claro que dá vontade de ir embora do país, mas é necessário ter cuidado, já que mudar de país não é a mesma coisa de mudar de cidade, fora todos os problemas que a pessoa pode enfrentar. Aqui no Brasil condiz com esta realidade? Não, mas a possibilidade de caminharmos para isso (proporcionalmente, claro!) existe e futuramente pode ser possível os profissionais brasileiros ganharem bem com gamedev. Basta estar numa empresa (ou abrir uma, mas a situação é mais complicada) que tenha um publisher (uma espécie de investidor) bom por trás e que o projeto seja rentável. Como isso é difícil, o jeito é ter sorte de entrar numa empresa que pague decentemente e que o profissional seja feliz no trabalho, já que aí a satisfação pode aumentar o salário e a qualidade de vida do profissional com o passar do tempo.
Pesquisa de opinião - Que área de gamedev você pretende seguir?
April 14, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Mercado de Trabalho, Pesquisa de opinião
Já fiz esta pergunta no meu blog pessoal e na UniDev , mas decidi repetir a mesma aqui, já que temos outros leitores (mas os que já responderam podem postar de novo se quiserem ^^ ). O título é auto-explicativo: que área você pretende seguir? Programação, game design, modelagem?
No meu caso, antes estava pensando em seguir na área de game design, mas depois que comecei o curso de desenho, estou pendendo mais para a área de character design (criação de personagens) em equipes de desenvolvimento de jogos. To gostando muito de desenhar e em breve devo voltar a estudar modelagem 3D mais a fundo. Também gosto muito de game design, level design e um pouco de programação, que poderia ser a área que me colocaria dentro de uma empresa, por causa do meu conhecimento atual em programação (afina, já programo profissionalmente há 2 anos!).
E você? Que área você pretende seguir?
Newsletter Abragames
April 3, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Mercado de Trabalho
Recebi por email a versão abril do informativo da Abragames (Associação Brasileira de Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos), falando sobre o Taikodom, novos games da Tectoy e outros.
Mas porquê citar isso aqui? Simples: como aqui todos tem algum interesse na área, estar por dentro do que acontece aqui no Brasil é essencial para o desenvolvedor. Tudo bem que alguns podem ter vontade de entrar na área fora do país, mas para quem for ficar e tentar um lugar ao sol, é bom estar por dentro.
Para cadastrar o seu email, veja aqui como proceder. Caso queira ler o conteúdo da edição de Abril, clique aqui.
Blizzard procura por level designers para novo projeto
March 20, 2008 by Rodrigo Flausino
Filed under Level Design, Mercado de Trabalho
Segundo uma notícia da GamesBrasil, a Blizzard, produtora interna da Activision Blizzard (a maior produtora de games do mundo) está contratando level designers (criadores de cenários/fases) para um novo projeto. A matéria ainda cita que o game está sendo criado pela mesma equipe dos dois Diablo e com isso pode estar sendo desenvolvido uma possível seqüência (que pode se tornar mais um hype poderoso nos sites e fóruns).
Na página oficial tem mais detalhes e eles estão pedindo alguns requisitos insanos, como ter 5 anos de experiência (OMG!) e habilidades específicas, além do óbvio: gostar de games!
Bom, para quem mora no exterior, pode ser uma boa. Para quem mora no Brasil, tem inglês avançado e conhecimentos na área, pode até tentar uma vaga! Esta é uma daquelas empresas que a maioria dos estudantes almeja estar no futuro, já que a criatividade rola solta! Quem sabe num futuro próximo
Gamedev no Brasil, a necessidade de ser um ‘faz-de-tudo’
March 17, 2008 by Ricardo G. Rinaldi
Filed under Artigos, Mercado de Trabalho
Existem no Brasil muitas pessoas realmente apaixonadas com games, que vivem e que sonham constantemente com o mundo dos games. Sonhos estes incompreendidos pela maioria dos pais. Essas pessoas, que passam horas na frente da tv ou do monitor do PC tem um desejo em comum, o desejo de um dia poder jogar na cara de seus pais que games eletrônicos dão futuro e que esta área é muito promissora no mercado de entretenimento aqui no Brasil.
O problema todo dessa área no nosso país já começa aí, com o preconceito criado pela maioria dos pais que renegam o apoio necessário à maioria dos jovens sonhadores. Mas tudo bem, os jovens são persistentes e vão à luta em busca do conhecimento. Se esforçam, pesquisam, testam, criam… e quando se dão conta, já são exímios autodidatas, capazes de darem aulas a qualquer um que se aventure nessa área.
Felizmente, hoje em dia o pensamento pré-histórico dos nossos pais já está sendo mudado, graças à determinação dos sonhadores e graças ao “pequeno” incentivo que o governo vem tentando dar a essa área (incentivo quase insignificante, por sinal).
Fazendo uma busca em várias faculdades do país, hoje você já pode encontrar vários cursos de graduação e de pós-graduação voltados para a área de desenvolvimento de games (veja algumas aqui neste infográfico - é antigo, aliás é antigaço e não está completo, mas já ajuda - em breve postaremos aqui a relação atual dos cursos e faculdades de games), mas infelizmente ainda não existem no país empresas suficientes do ramo para absorver os profissionais – o que força os jovens profissionais da área a se tornarem também jovens empreendedores. E é aí que surge a diferença dos profissionais de gamedev do país com os profissionais do exterior.
No exterior, como o mercado já é consolidado e já existem grandes empresas que demandam de pessoal especializado, tem aquele que só prepara o roteiro, tem o que só faz a arte conceitual (em 2D), tem o que modela, o que ilumina, o que anima, o que texturiza, o que programa… enfim, a pessoa lá tem que ser expert apenas em uma área. É mais ou menos como se diz “cada macaco no seu galho”.
Aqui a música toca um pouquinho diferente. Como no Brasil temos que lutar muito e fazer de tudo um pouco para conquistar aquilo que desejamos, na área de gamedev não poderia ser diferente. Quem entra nessa área aqui no país sabe que terá de aprender a programar, a criar desenhos em 2D, a modelar, iluminar, texturizar, animar, escrever roteiros e, se bobear, até mesmo a compor as músicas e efeitos sonoros dos games. Aqui não adianta a pessoa querer se especializar apenas em uma área, é necessário saber um pouco de tudo. Para ser um empreendedor, é necessário conhecer como funciona todo o processo.
No meu caso, sempre gostei de games, e sempre sonhei em um dia trabalhar desenvolvendo games, tanto que até repeti a 6ª série de tanto ficar jogando. Isso foi o terror para os meus pais. Mas tudo bem, não desisti. Quando cheguei no 2º grau, resolvi cursar um Técnico em Informática – queria saber programar para então começar a criar algum game – grande desilusão!! Saí de lá sabendo fazer apenas programas de fluxo de caixa, banco-de-dados, programinhas de locadoras, padarias, essas coisas. Então, desiludido que só, prestei vestibular para Arquitetura e Urbanismo… mas na faculdade a luz se acendeu novamente quando descobri que ainda poderia seguir meu sonho, sendo designer de games, ou talvez desenvolvendo os cenários dos games. Foi aí que resolvi fazer pós-graduação em Computação Gráfica: Modelagem, Animação e Rendering – meu horizonte então se ampliou de tal forma que hoje me vejo aqui, escrevendo sobre o assunto em um site especializado no ramo. Mas e daí? Já sei fazer um game? Claro que não! Tenho algumas noções, já sei desenhar, sei criar roteiros, sei planejar, sei modelar, texturizar, iluminar, animar… mas, não sei a bendita da programação orientada a objetos. O que vi no técnico não bastou, e o que vi na pós muito menos. Hoje eu vejo que “para mim”, a melhor opção seria me tornar autodidata em programação voltada ao desenvolvimento de games, pois não tenho mais tempo para cursos. Aí sim meus conhecimentos se tornariam “completos” para começar a desenvolver um game.
O que eu quis dizer com isso tudo? Bom, estou tentando demonstrar através de um exemplo pessoal, que entrar na área de gamedev no Brasil não é fácil, e que é necessário saber um pouco de tudo para “depois” poder se especializar em algo. Além disso, não importa os cursos que você faça, não importa os certificados ou diplomas que você tenha. Você sempre terá que estudar por conta própria para se atualizar e completar seus conhecimentos. Nesse mercado o que conta é o portifólio, e não o diploma. É necessário mostrar que você sabe fazer, e não que cursos você já fez.
Gamedev no Brasil é isso, profissionais “faz-tudo”, empreendedores mais “completos”.



