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Novidades para o XNA e o Unity na GDC

XNA e Unity são duas ferramentas que eu uso e recomendo bastante.  Enquanto a primeira é uma ótima ferramenta para quem quer desenvolver um jogo do zero, lidando com todo o processo de desenvolvimento e controlando tudo via código, a segunda oferece um fantástico ambiente integrado importantissímo em projetos maiores.

E essa semana na GDC foram feitos grandes anúncios para ambas as ferramentas. Com novas plataformas surgindo, os jogos para dispositivos móveis têm tudo para ganhar destaque este ano e o Unity e o XNA fazem suas apostas neste caminho. Vamos esperar para ver no que dá.

XNA 4.0

Shawn Hargreaves já vinha liberando as novidades aos poucos em seu blog, mas agora é oficial. A nova versão do XNA Game Studio trará suporte ao Visual Studio 2010, uma série de melhorias na API (como a separação das bibliotecas em várias DLLs) e algumas novas funcionalidades (como a possibilidade de se usar um microfone como dispositivo de entrada).

A grande novidade, no entanto, é o suporte à nova plataforma Windows Phone 7 Series. Com a utilização da LIVE será possível usar avatares 2D, gamertags e conquistas nos jogos feitos para está série. Mas estes recursos só estarão disponíveis para parceiros, numa nova tentativa de atingir os estúdios (lembrando que já houve planos para uma versão profissional do XNA Game Studio no passado).

Pra fechar, esta nova versão não estará disponível para o Zune e todos são encorajados a migrar para a plataforma Windows Phone 7. Assim, pode ser o começo do fim dos jogos em XNA para o player da Microsoft.

Unity 3.0

UnityO Unity é na opinião de muita gente a plataforma do momento. Combinando uma ferramenta muito poderosa, um ambiente bonito e fácil de usar, um grande suporte multiplataforma, e um preço pra lá de acessível, não é dificil concordar.

O anúncio dessa nova versão da ferramenta teve como principal adição o suporte ao Android, PS3 e iPad, que se juntam à já grande lista que continha Windows, Mac, iPhone, Web, Wii e Xbox 360.

Também foram anunciados melhorias nas capacidades de renderização e física. Ainda foram adicionadas algumas ferramentas como a Beast (ferramenta de lightmapping utilizada no Killzone 2 e Mirror’s Edge) e o Umbra (que trata culling em jogos como Dragon Age: Origins e Guild Wars 2).

A versão básica continua grátis para uso pessoal e comercial, e a Pro mantém o preço de $1500. Há ainda um desconto especial para quem fizer pre-order. O preço das versões para console não foi divulgado.

Via: Gamasutra e Develop.

Diego Barboza Engines, Eventos, Indie Games, Indústria, Notícias, Unity, XNA , , , ,

[Dica] Usando o Visual Studio como editor de código do Unity

UnityUma novidade bacana do Unity 2.6 é a sua integração com o Visual Studio. Quem usou a ferramenta até agora sabe que ela vem com o UniSciTE, um editor que até quebra o galho, mas tem alguns probleminhas irritantes a longo prazo.

Antes já era possível usar o Visual Studio para editar os scripts em C# do Unity, contando com auto-completar e tudo, graças aos recursos do .Net. Para tanto, era preciso somente criar um novo projeto e referenciar uma DLL do Unity que fica “escondida” em suas pastas internas. No entanto, ainda era preciso alguns cuidados e um trabalho extra pra usar o editor da Microsoft. Por exemplo, todo arquivo de script adicionado pela interface do Unity tinha de ser adicionado manualmente no projeto do VS depois.

Com o lançamento da versão 2.6, esse trabalho foi embora. Agora o Unity se integra oficialmente ao Visual Studio 2008, tanto na versão Express quanto na Profissional. A única diferença neste caso é que quando se usa a versão Profissional, é possível fazer com que o Visual Studio seja aberto quando damos dois cliques em um arquivo de código. Na versão Express isso não acontece e um duplo-clique resultará no arquivo sendo aberto no UniSciTE.

As vantagens de se usar o Visual Studio para desenvolver código no Unity são várias. O VS é um ótimo editor de código (certamente melhor que o UniSciTE) e o auto-completar funciona perfeitamente (novamente graças ao .Net), mostrando somente os atributos e métodos dentro do contexto (ao contrário do UniSciTE que simplesmente mostra uma lista com todas as opções possíveis). Além disso, é possível compilar o código ainda no Visual Studio para verificar possíveis erros antes de voltar para o Unity e realizar os testes.

unity_vs

A utilização deste recurso é bastante simples. Vou explicar somente como fazer no Visual Studio Express, que é gratuito. Com um projeto aberto, basta ir em Assets -> Sync VisualStudio Project (imagem acima)  e pronto, a solução do Visual Studio já foi adicionada à pasta raíz do seu projeto (imagem abaixo). A partir daí, todo arquivo de código criado pela interface do Unity será adicionado ao projeto do Visual Studio. Arquivos criados dentro do Visual Studio também são adicionados automaticamente ao projeto do Unity, só não se esqueça de adicionar os arquivos dentro da pasta Assets, senão ele não aparecerá no jogo.

projeto_vsMais informações: aqui.

Diego Barboza Engines, Indie Games, Iniciantes, Unity , ,

Unity ganha nova versão e versão indie fica gratuita!

A melhor notícia da semana e uma das melhores dos últimos tempos pros desenvolvedores indie. Segundo o Gamasutra, a Unity3D, engine que está sendo usada cada vez mais por empresas pequenas e médias está ganhando uma nova versão. Algumas novidades são novos gráficos e capacidades de pipeline, suporte total ao Visual Studio, e o mais interessante: a versão indie, que custava 200 dólares, deixa de custar isso e fica totalmente gratuita! Veja link completo:

In-Depth: Unity Launches Free Option, Announces Xbox 360 Support

Eu vi a engine em funcionamento na palestra que o Diego fez aqui em Varginha e fiquei de queixo caído. A ferramenta acelera e facilita o processo de desenvolvimento, onde dá pra criar uma cena virtual e adicionar os elementos no plano 3D e ver as suas alterações em tempo real. Aliás, caso queira saber melhor como é ela, leia este post aqui no GamedevBR.

Aproveitando, o próprio Diego deu uma dica interessante no Twitter:

Se der que o trial expirou ao instalar a nova versão, é só escolher pra registrar pela internet e no site escolher o tipo de licença (tem um trial da pro pra quem quiser).

Basta então escolher Free e voilá: temos a ferramenta funcionando.

Agora é baixar e estudar. Com a versão free poderemos estudar e com isso as empresas que usam terão mais chance de encontrar profissionais que tem conhecimento inicial (ou quem sabe avançado) da ferramenta, eliminando treinamentos internos. Pra nós, que somos mais indie, poder fazer uma aplicação simples é bom tanto pra portfólio quanto pra geração de grana, criando sites com o jogo e faturando com publicidade ou mesmo com a venda de games.

Update: links corrigidos

Rodrigo Flausino Unity ,

Conheça o Unity Engine

Para quem deseja desenvolver jogos 3D sem maiores complicações, o Unity 3D é uma boa escolha.

Ao contrário de ferramentas como o XNA, o Unity fornece um editor visual, o que facilita e muito a distribuição dos elementos dentro do jogo. Esse editor também possibilita configurar todos os objetos, inicializar valores de atributos e editar scripts. A ferramenta lembra outras engines de alto nível, como o 3D Game Studio, mas possui uma interface bem mais amigável e as linguagens de script oferecidas também são mais poderosas.

O Unity oferece componentes para trabalhar com física, partículas, audio, iluminação, redes, animações, terrenos, câmeras e muito mais. A lógica do jogo pode ser programada nas linguagens JavaScript, C# ou Boo (Python), e scripts escritos em uma linguagem interagem com scripts escritos em outra linguagem sem problemas.

Um grande diferencial ao meu ver é a importação de recursos para os jogos. O Unity é capaz de importar diretamente arquivos .blend, .max e .psd, por exemplo. Em alguns casos, pode ser necessário ter a ferramenta (como o 3D Studio Max) instalada, mas de qualquer forma há a possibilidade de importar formatos padrão, como .3ds ou .jpg.

Componentes criados no Unity também podem ser exportados e reutilizados em outros projetos, através do recurso de criação de prefabs, que cria um arquivo binário que passa a ser tratado pelo Unity como um outro recurso qualquer.

Até pouco tempo atrás o Unity estava disponível apenas para os sistema operacional MacOS, mas no mês passado uma versão do editor foi lançada para o Windows. O mais interessante é que, independente da plataforma usada para desenvolver, o Unity pode gerar executáveis tanto para Mac quanto para Windows. E ainda há a possibilidade de se criar jogos para a web, necessitando que o usuário instale um plugin no navegador para jogar. O Unity também permite desenvolver jogos para iPhone e Wii, mas nestes casos os custos de licenciamento  são diferentes.

Falando em custos, a versão Indie da ferramenta custa US$ 199,00, o que, diante das facilidades oferecidas pelo editor é uma pechincha. A versão Pro sai por US$ 1499,00, que também não é nenhuma fortuna se comparado aos preços da CryEngine e da Unreal Engine. Os preços e maiores detalhes estão aqui.

Na página do Unity estão listados diversos jogos feitos com ele. Nada muito conhecido, mas vale a olhada. Interessante notar que o jogo T-Racer, mostrado dentro do último Big Brother Brasil, foi feito com o Unity.

Jogo T-Racer utilizado em uma das provas do BBB9.

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