Entrevista com Roger Tavares na gameSphere e a questão dos gráficos potentes

Escrito por Rodrigo Flausino em 23/06/2008

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Depois de um final de semana sem nenhuma postagem (não vou mais ficar atualizando obrigatoriamente todos os dias. Tenho alguns projetos pra fazer que podem gerar artigos interessantes pra cá e que vão levar tempo), estou de volta para indicar uma entrevista do gameSphere com Roger Tavares, um dos caras mais conhecidos na área de gamedev no Brasil:

Entrevistas Pós ESWC Brasil

Uma frase do Roger foi bem interessante:

Então.. eu acho essa história dos super gráficos um puta atraso de vida para a evolução dos games enquanto linguagem, em especial para a mecânica deles. Eles têm de evoluir junto das mecânicas. Essa evolução só dos graficos é uma coisa que ajuda muito a indústria, em especial a de hardware, mas traz pouco beneficio ao jogo. Nesse sentido a minha grande surpresa foi Crysis, que conseguiu incorporar os recursos técnicos a jogabilidade, ao invés de tratar a tecnologia apenas pela tecnologia.

Sobre o comentário acima, pessoalmente gosto muito da parte gráfica e artística dos jogos, mas também sei que um game bom não precisa necessariamente ter gráficos potentes. Então deixo uma pergunta pra vocês: vocês se preocuparíam muito com os gráficos em seus projetos, se vocês tivessem as ferramentas ideais, tempo e financiamento decente para um projeto indie? Pergunto isso já que é uma questão bem difícil de se debater na indústria atual dos jogos e gostaria de saber a opinião de vocês sobre isso.

[Via GameReporter]


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